quarta-feira, 18 de maio de 2011

Súplica de um Ancião (Salmo 71)



Êste Salmo 71 está intitulado na minha Bíblia como: “A SÚPLICA DE UM ANCIÃO”. No estudo do pastor Davi Nunes dos Santos R.T.M. Programa Através da Bíblia, “A SUPLICA DE UM ANCIÃO PARA QUE DEUS O LIBERTE”.
Liberete de que?  Quem sabe da solidão. Porque muitas vezes a velhice é abandonada pela sociedade, ou pior ainda pelos filhos, às vêzes esquecidos num asilo.
 Tenho uma filha que nasceu em 1.971. Ano que me faz lembrar  este Salmo Súplica. Deus é maravilhoso. E se a semeadura é livre, a colheita é obrigatória. Não tenho dúvida de que Deus providenciou esta filha maravilhosa para  sua mãe e seu pai não viverem solitário, desamparados e esquecidos num asilo na melhor idade. Quem a conhece sabe que não sou pai coruja. Falo a verdade e não minto.
Depois desta introdução vamos contemplar o Salmo Ressurreição, conforme os estudos do velho Maghy da Igreja Portas Abertas nos EEUU, de saudosa memória.
Israel ser vê em antecipação se renovando a sua mocidade. O salmo 71 é quase todo uma oração, o qual por fim se torna em alegre certeza de louvor. As divisões podem ser feitas desta maneira:
1). Deus, a perpétua suficiência do seu povo(71.1-5)
2). Israel a testemunha de /Deus no seu conflito(6-11)
3). Israel aproxima-se de Deus(71.12-15)
4). O lugar da bênção (71.19-21)
5). Israel com Deus(71.19-21)
6). E a canção de vitória(71.22-24).
Vamos agora ler este salmo, fazendo aqui acolá, algumas pequenas observações, alguns comentários. Ele começa dizendo:
1.      Em ti, SENHOR, confio; nunca seja eu confundido.
2.      Livra-me na tua justiça, e faze me escapar; inclina os teus ouvidos para mim, e salva-me.
3.      Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente. Deste um mandamento que me salva, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.
Aqui amigo, nós vemos o salmista chamando Deus de ROCHA habitável e que sempre me acolhe. O homem no deserto sendo perseguido pelos inimigos, e exposto aos perigos das feras, encontra-se com uma rocha, onde há condição de se refugiar e até nela habitar ou viver. Ali, é o lugar seguro. Assim é Deus para o homem que tem fé. No deserto deste mundo, ele pode encontrar um lugar de paz de segurança, de proteção.
Tu és a minha rocha e a minha fortleza, assim dizia o salmista. E procegue dizendo no v. 4.

4.Livra-me, meu Deus, das mãos do ímpio, das mãos do homem injusto e cruel.
5.Pois tu és a minha esperança, Senhor DEUS; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.
6.Por ti tenho sido sustentado desde o ventre; tu és aquele que me tiraste das entranhas de minha mãe; o meu louvor será para ti constantemente.
7.Sou como um prodígio para muitos, mas tu és o meu refúgio forte.
8.Encha-se a minha boca do teu louvor e da tua glória todo o dia.
Aqui está amigo o crente que apesar de se encontrar em série dificuldade e perigo, está com os lábios cheios de louvor ao nome de Deus. Por que? Ele mesmo responde TU ÉS MOTIVO PARA OS MEUS LOUVORES CONSTANTEMENTE. TU ÉS O MEU FORTE REFÚGIO.
Há muitos motivos prezado amigo, para termos os nossos lábios cheios de louvor ao nome de Deus. Basta nos lembrarmos de que o Senhor é o nosso refúgio, basta nos lembrar de que Deus é a Rocha dos séuclos em que nos refugiamos. No deserto do mundo, no desereto desta vida, nós encontramos uma rocha, onde nos protegermos, aonde nos refugiamos, onde nos sentimos protegidos, guardados e seguros. É Deus. Vamos continuar com a nossa leitura, apartir do v.9.
9.      Não me rejeites no tempo da velhice; não me desampares, quando se for acabando a minha força.
10.    Porque os meus inimigos falam contra mim, e os que espiam a minha alma consultam juntos,
11.    Dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e tomai-o, pois não há quem o livre.
Bem amigo se Deus chega a desamparar o crente, o crente fica indefeso, pois os seus inimigos são fortes, bem mais fortes do que ele. Porém, estando Deus presente, não há inimigo forte que possa vencer o crente. Deus está do nosso lado, Deus está conosco. Ninguém pode nos vencer.

12.    O Deus, não te alongues de mim; meu Deus, apressa-te em ajudar-me.
13.    Sejam confundidos e consumidos os que são adversários da minha alma; cubram-se de opróbrio e de confusão aqueles que procuram o meu mal.

Bem amigo, o crente hoje não ora assim, pois sabe que a vingança pertence a Deus. De forma que o Senhor sabe quando deve envergonhar o inimigo nosso, ou castigar o impio. Porém, o nosso dever, é o de procurar promover a salvação do impio, do homem em pecado, por meio da oração, e da pregação da palavra. E não nos vangloriemos nunca com o sofrimento do pecador.Seja ele o pior dos homens. desejamos para todos eles a salvação pela fé em Cristo Jesus. Não cabe ao crente fazer vingança, nem orar para que Deus o faça. Mas com amor, devemos perdoar as ofensas e devemos perdoar os nossos inimigos, pois Jesus nos ensinou isso,  e ele mesmo praticou quando pediu perdão para seus adversários no momento mesmo em que estava sendo crucificado.
Muitas vezes podemos alegar em nossa oração aquilo mesmo que Jesus alegou argumentando em favor dos seus algozes de que não sabiam o que estavam fazendo. O amor, pode transformar muitos corações incrédulos, pode mudar a vida de muitos homens maus. Continuemos com a nossa leitura apartir do versículo 14.
14     Mas eu esperarei continuamente, e te louvarei cada vez mais.
15     A minha boca manifestará a tua justiça e a tua salvação todo o dia, pois não conheço o número delas.
        16. Sairei na força do Senhor DEUS, farei menção da tua justiça, e só dela.
Bem, aqui vemos o crescimento espiritual do salmista no meio da adversidade, no meio do perigo. Ao mesmo tempo em que ele fala sobre os seus algozes, seus grandes inimigos, os grandes perigos, ele diz que está esperando no Senhor, e louvando a Deus mais e mais, relatando e proclamando a justiça, e os feitos da salvação do Senhor.
Estamos fazendo o mesmo?




Prezado amigo, em nossos momentos difíceis? Quando estamos enfrentando problemas? Estamos proclamando a justiça, o amor, a bondade do nosso Deus? O que dizemos de Deus? Quando estamos diante das dificuldades?

16. Sairei na força do Senhor DEUS, farei menção da tua justiça, e só dela.
17 Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas.
18. Agora também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros.
19. Também a tua justiça, ó Deus, está muito alta, pois fizeste grandes coisas. O Deus, quem é semelhante a ti?
20.Tu, que me tens feito ver muitos males e angústias, me darás ainda a vida, e me tirarás dos abismos da terra.
21. Aumentarás a minha grandeza, e de novo me consolarás.
Prezado amigo, ainda que tivesse vivendo assim um momento tão duro, tão difícil, mesmo assim a fé levava o salmista a desejar e a crer, que dias melhores o aguardavam. O crente, nunca perde por esperar. Nunca vive desasperado, pois desesperados vivem os que não tem fé. Os que não creem num Deus para o qual não há impossível, porque Deus tudo pode. Então aqui o salmista fala de restauração, fala de renovação, fala de conforto e de bênção. Nunca a esperança morre no coração do crente. Ela se revova e renova o coração.
Vamos a nossa leitura bíblia, palavra de Deus, apartir do versículo 22.
22. Também eu te louvarei com o saltério, bem como à tua verdade, ó meu Deus; cantarei com harpa a ti, ó Santo de Israel.
23. Os meus lábios exultarão quando eu te cantar, assim como a minha alma, que tu remiste.
24. A minha língua falará da tua justiça todo o dia; pois estão confundidos e envergonhados aqueles que procuram o meu mal.
O salmista termina o salmo, com uma palavra de exaltação e de louvor ao senhor nosso Deus, pelo seu grande poder e salvação. É verdade que muitos custam a aprender, e outros não aprendem nunca, que Deus sempre se agrada do louvor,dos nossos louvores, que Deus sempre aceita a nossa adoração quando prestada com um coração quebrantado e contrito.
Muitos deixam de louvar a Deus nos dias bonansosos, outros deixam de adorar a Deus nos momentos tempestuosos, mais o que Deus quer, é que o louvemos em todos os momentos, em todas as circunstâncias. Isso não sòmente agrada a Deus, mais agrada também a nossa alma, pois a verdadeira alegria do coração, é aquela que nos vem da comunhão com o Senhor e da glorificação ao seu santo nome.
Paulo apóstolo diz: REGOZIJAI-VOS NO SENHOR, OUTRA VEZ VOS DIGO, REGOZIJAI-VOS(Fp 4.4)
A nossa alegria prezado amigo, é no Senhor. O maior prazer que nós temos, é o de servirmos a Deus. Quando nós realmente sentimos este gozo na presença de Deus,  então nós descobrimos a coisa máxima em nossa vida, que é o proprio sentido da vida. É viver para Deus e para a glória do Senhor. Muitos estão aí a cata de sensações e de prazeres mundanos buscando aqui acolá inclusive na pratica do pecado, do vício, essa sensação, procurando alguma coisa nova. Procurando uma emoção e nós encontramos na presença de nosso Deus essas emoções  mais puras, a alegria mais santa e mais profunda.
Então o homem do mundo desconhece isto e muitos acham que nós crentes, vivem privados dessas alegrias que o mundo conhece. Não!... nós desfrutamos realmente das coisas que Deus nos oferece através do mundo, através da terra, através da crianção, através de tudo o que ele criou.


Ele criou todas as coisas para o bem dos seus filhos, para o bem da sua criatura, para o bem do homem, e nós desfrutamos de tudo aquilo que é lícito, aqui no mundo, nós não somos realmente pessoas privadas das alegrias e dos prazeres que Deus nos oferece. Aqueles prazeres santos. Nós desfrutamos sim, de tudo aquilo que Deus criou. Agora, existem aquelas coisas, que nós conhecemos serem pecaminosas. Mundanas, profanas. Mais para elas também nós não temos apetite, nós temos desprezo por coisas do mundo, por coisas que ofendem a Deus. Elas não nos fazem falta. Nós não precisamos delas.

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